Financeiro
Quanto cobrar pelo Pilates: o preço certo para o seu estúdio
“Quanto os outros estúdios cobram?” é a pergunta errada para começar. O preço do vizinho diz respeito ao aluguel dele, à lotação dele e ao público dele. O seu preço precisa nascer das suas contas, e a boa notícia é que dá para chegar nele com uma calculadora e meia hora de sossego.
Comece pelo custo da hora de aula
Some tudo o que o estúdio gasta por mês: aluguel, luz, água, internet, pró-labore (o seu salário entra na conta, sim), professores, contador, manutenção dos aparelhos, sistema de gestão. Divida pelo total de horas de aula que você realmente dá no mês, não pelas horas que a grade comporta.
Esse número é o seu custo por hora de funcionamento. Qualquer preço que não cubra esse custo com folga é um desconto que você está dando sem perceber.
A lotação muda tudo
Uma aula de reformer com 4 alunos a R$ 45 cada rende R$ 180 por hora. A mesma aula com 2 alunos rende R$ 90. Ou seja: o preço por aluno só faz sentido junto com a taxa de ocupação real das suas aulas.
Antes de mexer no preço, olhe a ocupação. Se as aulas vivem com metade das vagas, o problema não é o valor da mensalidade, é horário ocioso. Às vezes a resposta é concentrar horários, não baixar preço.
Monte planos por frequência, não por modalidade
O formato que funciona na maioria dos estúdios é simples: plano 1x, 2x e 3x por semana, com o valor por aula caindo um pouco conforme a frequência sobe. O aluno de 3x falta menos, cria vínculo e fica mais tempo, então vale premiar.
Duas regras que evitam dor de cabeça:
- Preço por aula avulsa bem mais alto que o da mensalidade. A avulsa existe para experimentar, não para morar.
- Reajuste anual previsto em contrato. Reajustar todo ano um pouco é indolor; segurar o preço por três anos e subir 30% de uma vez perde aluno.
Desconto é a mensalidade dos outros
Cada desconto “só pra ela” vira o preço de referência do grupo dela no WhatsApp. Se quiser fazer promoção, faça com prazo e regra clara (primeira mensalidade, indicação premiada), nunca no balcão, caso a caso.
O preço se defende com valor percebido
Aluno não compara seu preço com o custo do seu aluguel, compara com o que ele sente: avaliação física registrada, evolução acompanhada, professor que lembra da dor no ombro dele, reposição fácil quando falta. Estúdio que mostra o próprio trabalho cobra melhor.
É aqui que a gestão aparece: no Aloonga, a evolução de cada aluno fica registrada aula a aula, a avaliação física tem histórico, e o financeiro mostra em tempo real a ocupação e o quanto cada plano rende. Com os números na mão, o reajuste deixa de ser chute.
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